
E se... de repente,
O meu quarto virasse de ponta cabeça?
O mundo resolvesse girar pro outro lado?
A lei da gravidade começasse a nos expulsar da Terra?
E a inércia nos cortasse violentamente o movimento?
E se... de repente,
O corpo em repouso se libertasse em gestos fortes?
A velocidade média se calculasse sem a medida do tempo?
Murphy aconselhasse as pessoas a serem otimistas?
As lâmpadas soltassem o escuro pra abafar o brilho da noite?
E se... de repente,
Não existisse tpm, cólicas mentruais ou dores de parto?
Os homens não pensassem nas curvas femininas?
O número PI fosse exatamente 4.0?
Eu tivesse o poder de acabar com todas as leis da física?
E se... de repente,
Tudo isso já não tivesse acontecido?
E a minha escrita não passasse de borracha?
E minhas letras de sabão em pó barato?
Então meu desafeto (des)ilusório, em amor se converteria?
E se... de repente,
Todos olhassem e vissem através de mim?
E só importasse o meu coração? [...]
E as aparências fossem detalhes genéticos desapercebidos?
E então a moda seria o silêncio e a meditação?
E se... de repente [...]
Você quisesse mesmo resolver a equação gramatical de Vênus?
Bem, nesse caso, e só nesse... eu abriria uma concessão,
E cederia à ordem natural das coisas.
Voltaria ao tempo em que nada era cadente.
Até lá, melhor dormir...
Boa noite!








