
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
tire o seu sorriso do caminho...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Uma história marrom-bombom.
Era uma vez
Em algum 'era uma vez'
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Livre-se asas.
Pintura: "A queda de Ícaro" - óleo s/tela - de JFMachado
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Canção da Falsa Tartaruga

'O refrão de novo!' gritou o Grifo, e a Tartaruga Falsa estava começando a repeti-lo quando se ouviu um brado à distância: 'O julgamento está começando!'.
'Vamos!' gritou o Grifo, e tomando Alice pela mão, saiu correndo, sem esperar pelo fim da canção.
'Que julgamento é esse?' perguntou Alice, ofegante, enquanto corria; mas o Grifo respondeu apenas 'Vamos!' e correu ainda mais depressa, enquanto, cada vez mais tenuemente, carregadas pela brisa que os seguia, lhes chegavam as palavras melancólicas:
Sooo... paa da nooo... iii... teee,
Bela, bela Sopa!"
sexta-feira, 7 de maio de 2010
mito de Sísifo
(Foto: Performance Oferenda à ele - vide post anterior)
*Notas do dia:
- Pedra: substância sólida e compacta, da qual se formam as rochas.
- Rocha: grande massa de pedra da mesma estrutura.
- Rochedo: rocha batida no mar, escolho.
- Escolho: penhasco que está de todo escondido ou só à superfície do mar.
- Mineral: substância inorgânica existente na terra.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Joaninha
sábado, 25 de julho de 2009
Florela II
terça-feira, 7 de julho de 2009
Pessoas. Do dia 06 de julho de 2009.
No restaurante universitário um carinha passa com o bandeijão de comida na minha frente, camisa de time de futebol com as cores do 'Tabajara Futebol Clube', atrás não tinha nome, só o número e uma escrita assim: 'SUA MÃE F.C.'. 'Deve ser algum xingamento'... (pensei) Me senti meio inocente por não entender a piada. 'Porque deve ser uma piada'... (pensei de novo). Até que ele não me é estranho. Acho que estava com pressa.
Na cena das meninas encarceradas de roupas íntimas, os pedreiros da construção a frente param para olhar. Um comenta: 'assim eu até paro o meu trabalho!'. Usavam roupas de trabalho, botas de borracha e capacete de segurança. 'Os pedreiros são todos iguais'... (pensei). 'As meninas fizeram o dia deles'... (pensei de novo). Até que estavam bem concentrados na performance. Acho que a partir de agora eles vão se interessar mais por arte.
Na loja de sapatos dei em cima de um vendedor careca com uma roupa preta, pra ver se fazia um preço mais bacana. Roubei o celular do caixa quando foi pro estoque com o vendedor. Voltaram com um tênis branco enorme, quando eu tinha pedido um scarpin preto, levei o tênis. Fui premiada com um bonequinho do mascote da loja como a cliente número 5000! 'Queria era ter ganhado o caixa. Como ele é lindo!' (pensei) 'Pena ser antipático e eu já ter dado em cima do vendedor...' (pensei de novo). Até que a loja não era das piores. Acho que estavam com crise financeira.
Na reunião de noite aparece uma extraterrestre, com uma calça larga cinza, blusa preta e meia colorida. Tinha um andar muito estranho, e uma gosma rosa metálica insistia em tentar sair da sua barriga. 'Isso não pode ser da minha família'... (pensei) Disse que se chamava Diana. 'Uma extraterrestre chamada Diana.. puutz'... (pensei de novo). Até que ela era bem normalzinha para uma ET. Acho que estava tentando se disfarçar de gente para abduzir alguém.
Na frente do computador, enquanto escrevo esse texto, uso um short xadrez, uma camiseta branca escrita 'Hospital do Câncer, tem meu patrocínio' e uma piranha verde-musgo prendendo o cabelo. Minha boca tem gosto de café misturado com atroveran gotas. 'Isso de que tampar o nariz tira o gosto não adianta nada, a gente destampa e o gosto vem, graande coisa'... (penso) 'Eu devia estar fazendo o portfólio do PIPE ou o artigo da Renata... ou os dois!' (penso de novo). Até que o texto tá ficando bacana. Acho que ninguém vai acreditar que tudo isso é verdade.
Mas... quem sabe, entende!
domingo, 14 de junho de 2009
Máscara I
Tímida e temerosa adentrou ao picadeiro, primeiro o chapéu e a cabeça, depois o restante do corpo, com pequenos passos e mordendo o cantinho direito da boca foi chegando ao centro, cerca de uns 12 rostos curiosos lhe olhavam fixamente, e quando seus olhos passavam pelos olhos deles parecia que lhe sugavam a essência, e ela teve medo. Reconheceu o dono da voz que lhe gritara, e este lhe fez um sinal pra que levantasse um pouco chapéu, ficou ainda mais nervosa, e em um gesto tímido de quem brinca com a platéia foi levantando o chapéu... o silêncio era cortante, será que tinham gostado dela? Será que a amavam? Uma sensação de estar sendo lida...
Decidiu levantar os braços, num pedido de aplausos (ou vaias), sentiu o rosto corar nesse instante... o silêncio continuou por um segundo, e quando seus braços chegaram ao rumo do ombro, uma explosão de aplausos, gritos de 'TE AMOO!!!', 'LINDA!' e um ousado 'GOSTOSAA!!!', deu um suspiro risonho de alívio e conteu algumas lágrimas, a cena congelou naquele instante, sabia que estavam sendo sinceros e aquilo lhe lavou a alma e tocou fundo no seu coração.
Brincou um pouco com o chapéu colocando-o sobre o peito e abaixando a cabeça num sinal de reverência e agradecimento... não sabia exatamente se queria sair ou ficar ali o resto da tarde, se sentia um pouco embebecida com os gritos eufóricos e palmas, por um instante aquelas poucas pessoas pareciam ser um multidão.
Como se alguém lhe estalasse os dedos frente ao seu olhar fixo, acordou de súbito, ainda a estavam olhando, mas os aplausos iam ficando cada vez mais raros... - 'Preciso sair', pensou. Lembrou-se da triangulação: platéia - biombo - biombo - platéia... Então olhou pras pessoas e pro biombo, conforme lhe haviam ensinado, dando uma indicação que estava pra sair. Com passos rasos foi saindo, ainda com a sensação de estar tonta, sumiu atrás da coxia, e num último gesto, colocou a mãozinha pra fora abanando o chapéu, ouviu alguns risinhos, o que lhe deixou bem contente.
Parou pra pensar em tudo que tinha acontecido nos últimos minutos, parecia ter ficado uma hora no picadeiro, mas sabia que não passaram de uns 3 minutos, mal tirou o chapéu o olhou com muito amor e saudade (pois já sentia falta dele na sua cabeça). Com muito mais cuidado tirou o nariz vermelho, como se pudesse quebrá-lo em um gesto estabanado, limpou-o na camiseta branca, e o colocou vagarosamente sobre a cadeira de onde o tirara.
Respirou fundo, as borboletas começavam a ir embora, a emoção do palco continuaria por algum tempo; recolocou a sua máscara original e o seu escudo (que no fundo, não tinha abandonado completamente), e foi-se embora pra casa passando pela multidão como uma pessoa qualquer.