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segunda-feira, 13 de junho de 2011

um recorte de Alma Funda.


Em Alma Funda há tanta chuva guardada pra jorrar.
Tanta que poderia encher o mundo, o universo.. o solar.
O que foi semente, hoje é folhinha,
pequena assim
tal qual um grão,
a gente planta achando que é rosa
e quando vê só vem botão.

Viva a água de cada dia.
Viva a água.
Viva João.

Em Alma Funda há tanta faísca, tanto carvão pra queimar.
Tanto que poderia ser mil vezes sol, vulcão ativo, potência lunar.
O que foi ferro, hoje é armadura,
firme assim
tal qual diamante,
a gente olha achando que é chapéu
e quando vê é elefante.

Viva o fogo de cada dia.
Viva o fogo.
Viva Rocinante.

Em Alma Funda há tanta água, tanto fogo, terra e céu.
Que as coisas todas se confundem se tornando incomparáveis, favo com abelha e mel.
O que foi - foi, o que hoje - é,
simples/complicado assim
tal qual coração de mulher,
a gente olha achando que é lírio
e quando vê é bem/mal-me-quer.

Viva o dia de cada dia.
Viva o dia.
Viva José.


Viva os pés descalços.

terça-feira, 31 de maio de 2011

sobre o que se pode fazer quando se tem a faca e o queijo na mão.


1. Cortar o queijo e comê-lo.

2. Cortar o queijo. Trabalhar pra conseguir comprar ovos, leite, óleo, polvilho e sal. Colocar o polvilho em tigela grande. À parte aquecer o leite e óleo. Escaldar o polvilho. Esperar que ele esfrie. Acrescentar os ovos. Enrolar bolinhas e colocá-las na assadeira. Levar em forno médio. Esperar que as bolinhas virem lindos e deliciosos pães-de-queijo. Então, comê-los.




Nham nham...
Em espera.


ps.: ao escolher a segunda opção, você terá de sujar as mãos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Uma história marrom-bombom.

Era uma vez
um menino amarelo
que comeu um cogumelo azul
e desde então
tudo aquilo que ele encostou
ficou verde fluorescente.

Era uma vez
uma menina roxa
que comeu uma flor preta
e desde então
tudo aquilo que ela encostou
ficou laranja metálico.

Em algum 'era uma vez'
o menino amarelo do primeiro parágrafo
esbarrou na menina roxa do segundo
e desde então
tudo ficou rosa bebê.

domingo, 8 de agosto de 2010

Borra e Onde as luzes tocam o chão.

Os desenhos fitados de azul e vermelho agora giram. Rodopiam freneticamente. À velocidade da luz. As cores se misturam virando borrões. As linhas se misturam virando nós. Os limites se misturam virando nada. Confusão. Embaraço. Mancha - como aquela da blusa branca preferida que nunca mais quis sair (pouco me importa). Poesia concreta em pintura realista. Vira voz. Vira som. Mas não harmonia. Abstracionismo geométrico sem retas, sem abstração e sem geometria. Lágrimas roxas, fruto da combinação. Dos desenhos fitados em sombra e pó de arroz fino - máscaras. Dos segredos susurrados. Divididos. Cumpliciados. Conquistados. Agora vá à janela. Sinta a brisa. Respire fundo. Feche os olhos. E só imagine as imagens. Só desenhe no ar. Os meus borrões azul e vermelho. De volta ao começo.

sábado, 10 de julho de 2010

título preto e branco de um post preto e branco.

Cômodo preto e branco. Luz preto e branca. Menina preto e branca.
Voz em off: Me deixa fazer parte.

Menina preto e branco faz que não com a cabeça preto e branca. Aperta o bolso preto e branco da camisa preto e branca.

Cômodo:
Deixa fazer parte.
Luz: Deixa fazer parte.
Bolso: Deixa fazer parte.
Camisa: Deixa fazer parte.

Parede preto e branca. Guarda-roupa preto e branco. Cama preto e branca. Lençóis preto e brancos. Janela preto e branca com cortina preto e branca. Sapo de pelúcia preto e branco. Menina preto e branca chora lágrimas preto e brancas enquanto ri transtornada risadas preto e brancas.

Sapo:
Deixa fazer parte.
Parede: Deixa fazer parte.
Guarda-roupa: Deixa fazer parte.
Cama: Deixa fazer parte.
Janela: Deixa fazer parte.
Lençóis: Deixa fazer parte.
Cortina: Deixa fazer parte.
Lágrimas: Deixa fazer parte.
Risadas: Deixa fazer parte.

Menina preto e branca liga som preto e branco, dele saem notas preto e brancas em pautas preto e brancas. Soa o som preto e branco numa melodia preto e branca.

Som: Deixa fazer parte.
Notas: Deixa fazer parte.
Pautas: Deixa fazer parte.
Melodia: Deixa fazer parte.

Menina preto e branca desiste e desliga o som preto e branco, então abre a janela preto e branca. Borboletas preto e brancas e pássaros preto e brancos entram cada qual carregando uma ponta preto e branca de um pano preto e branco que carrega bolhas de tinta preto e brancas.

Janela:
Deixa fazer parte.
Borboletas: Deixa fazer parte.
Pássaros: Deixa fazer parte.
Bolhas: Deixa fazer parte.

Menina preto e branca relutante faz que sim com a cabeça preto e branca, pega no bolso preto e branco uma chave preto e branca: abre um baú preto e branco - que estava no guarda-roupa preto e branco - de onde tira outra chave preto e branca. Destranca a própria boca preto e branca e vomita... Vomita colorido.

O mundo então se cala.

sábado, 8 de maio de 2010

à beira das 'franja' do mar.

O caso é que o peixinho dourado também é parte da história. E o amor não está para peixes.


'se eu fosse um peixinho e soubesse nadar, eu tirava o fulano lá do fundo do mar'...



ps.: no vídeo, outro trecho da minissérie 'Hoje é dia de Maria',
primeiro capítulo da segunda temporada.

terça-feira, 23 de março de 2010

por dentro das reticências...


Eu gosto dos risos contidos, exprimidos e retidos, que no fim (...) não conseguem se conter. Gosto do olhar, do canto dos olhos, desviado, disfarçado, fugido, que no fim (...) não consegue se esconder. Eu gosto das mãos esbarradas, tímidas, risonhas e trôpegas, que no fim (...) não conseguem se mover. De tudo isso. O que eu mais gosto. São os encontros e desencontros que no fim (...) vão se resolver.

(...no fim da linha, do fio,
da lembrança.
Do pensamento.
No fim das reticências,
por DENTRO das reticências,
parênteses precários,
tudo pode acontecer...!
E é por isso que planto as
sementes.
Espero as flores do mês de abril...
a temporada!
Chuva de cores e laços,
de fita amarelo-azul.
Um viva ao Rei-vento, o Poeta-trovão!
E a todos vocês,
queridos passageiros,
minhas caras boas vindas,
À estação reformada de Vênus.
Boa viagem;
apertem os cintos;
sigam as cadências febris;
aqui fala, da estação-mor, a Maquinista do tempo
tempo-espaço aqui-agora
onde Reina o meu Príncipe-Poeta...)


quarta-feira, 10 de março de 2010

conforme as Imagens*


E a paisagem descia macia, da ponta dos meus dedos trêmulos à folha de papel recém-cortada da raiz-árvore-mãe. E a cada movimento de lábios, e piscar de olhos, novas montanhas, flores e pássaros surgiam na letra desenhada em folha de seda verde-azul. Girassóis cata-ventos de cêra, e beija-flores de giz. No tempo espaço aqui-agora, e nada mais que água e ar. Nada além de terra e céu. Nada mais forte que as mãos dadas e a melodia fina da flauta-lisa - que acabei de inventar. Tudo isso pra quê? Por quê? E como?

Pra que eu respirasse. Porque a vida florescia. Como eu sonhava.
E eu não queria ficar pra trás. Não poderia.

*

quinta-feira, 4 de março de 2010

Cortina de retalhos.


Quero uma escada. Mas não uma qualquer, quero uma escada grande... BEM grande. Gigante, eu diria. E mágica, pra que passe pela minha janela. Que me leve até a Lua. Mas não essa Lua sem graça dos jornais, cinza, esburacada, sem-vida... Quero chegar à MINHA lua, a Lua que aprendi, que sonhei, admirei, que chorei, que foi minha Rainha-confidente-fiel. A Lua dos coelhinhos. A Lua amarela brilhante com formato de queijo, que vez ou outra pisca sorridente pra mim, que guarda segredos, exala mistério, inspira os amores febris. E, chegando lá, na minha Lua, não vou precisar de aparelhos, roupas estranhas, oxigênio ou comida artificial. Só uma rede de caçar-borboletas, que é pra eu pegar minha estrela-cadente. O que eu pediria? Bem, só que remendasse meus retalhos...


... e minha vida!

terça-feira, 2 de março de 2010

[In]quieta.


E se... de repente,

O meu quarto virasse de ponta cabeça?
O mundo resolvesse girar pro outro lado?
A lei da gravidade começasse a nos expulsar da Terra?
E a inércia nos cortasse violentamente o movimento?

E se... de repente,

O corpo em repouso se libertasse em gestos fortes?
A velocidade média se calculasse sem a medida do tempo?
Murphy aconselhasse as pessoas a serem otimistas?
As lâmpadas soltassem o escuro pra abafar o brilho da noite?

E se... de repente,

Não existisse tpm, cólicas mentruais ou dores de parto?
Os homens não pensassem nas curvas femininas?
O número PI fosse exatamente 4.0?
Eu tivesse o poder de acabar com todas as leis da física?

E se... de repente,

Tudo isso já não tivesse acontecido?
E a minha escrita não passasse de borracha?
E minhas letras de sabão em pó barato?
Então meu desafeto (des)ilusório, em amor se converteria?

E se... de repente,

Todos olhassem e vissem através de mim?
E só importasse o meu coração? [...]
E as aparências fossem detalhes genéticos desapercebidos?
E então a moda seria o silêncio e a meditação?

E se... de repente [...]

Você quisesse mesmo resolver a equação gramatical de Vênus?
Bem, nesse caso, e só nesse... eu abriria uma concessão,
E cederia à ordem natural das coisas.
Voltaria ao tempo em que nada era cadente.

Até lá, melhor dormir...
Boa noite!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Asas de borboleta


Agora ela tem certeza. Ela vê. Está claro e óbvio, como, na verdade, sempre fora. A questão não eram os pássaros, nem os vagalumes, nem os leões ou cavalos-marinhos. O problema são suas asas (elas que não conseguem se aquietar por nada, nem ficar tempo demais pousada na mesma rosa branca). Sua alma de borboleta anseia por explorar cada vez mais novos jardins floridos. Por pousar em todas as flores. Por conhecer o desconhecido e buscar o inalcançável. O problema é sua insaciável sede de mudança. Sua incapacidade de ser só uma borboleta, quando poderia ser várias de uma só vez. Porque no fundo, bem no fundinho mesmo, ela acredita na beleza dos amores impossíveis e inconcretizados (mesmo não existindo essa palavra). Ela gosta da magia da primeira troca de olhares, a energia dos primeiros sorrisos, a inocência dos primeiros beijos. Prefere mesmo viver de sonhos, do que vê-los todos a desmoronar.

Talvez o amigo do amigo do seu novo amigo tenha razão. Talvez o melhor seja se apaixonar a cada semana. Se apaixonar pelos detalhes, pelo brilho que ninguém vê. Pelo néctar de cada flor. Pela asa de cada borboleta. E viver essa paixão sozinha, intensamente, sem correr o risco que ela dure mais ou menos do que precisa durar, que ela se desgaste. Pra que ela comece e termine sem perder a cor.



Dizem por aí que elas, as borboletas, só vivem 24 horas...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

'Não solta da minha mão'.


Você já parou pra pensar quantas vezes e com quais finalidades você usa sua mão no dia-a-dia?

As mãos carregam as marcas de toda a vida, talvez mais que qualquer outra parte do corpo, as marcas do trabalho, das lutas, das vitórias, das derrotas, do rádio que você puxou pela tomada (desobedecendo sua mãe) e caiu em cima do dedo - essa vai pra minha irmã. As mãos brigam e reatam. Ofendem e acariciam. Condenam e se redimem. Intercedem e julgam. Confidenciam e revelam. Escondem risos, enxugam lágrimas, escrevem segredos. As mãos falam, por si só, deixam mensagens escondidas nos gestos, que poucos vão perceber. As mãos fazem. Agem.

'Um gesto vale mais que mil palavras', se ainda for com as mãos...

Ps.: enquanto ele lia

domingo, 6 de setembro de 2009

Sim, eu sonho.

Ar puro. João-de-barro na laranjeira. Pantufas de coelhinho. Casa amarela de campo. Varanda aberta. Rede laranja. Fim de tarde. Balanço de pneu. Tempo nublado. Farfalhar das árvores. Rio cheio cristalino. Cobertores no sofá. Vento gelado. Plantação de girassóis. Chocolate quente. Abraço apertado. Barulho de chuva.

Queria os dias todos assim... cor-de-rosa e cinzentos. Com cheiro de carinho e gosto de quero-mais.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Joaninha

Macacão de palhaça, diabolô num ombro (como carregam aqueles pedaços de pau com uma trouxa amarrada na ponta), um martelo gigante no outro. Um fusca miniatura na mão direita. Ia andando a pé, acompanhada por 2 amigos, 1 prima e o companheiro de vida. - 'Para onde vamos mesmo?', - 'Pro shopping, comer alguma coisa' (responde um dos acompanhantes). - 'Ah sim'... O caminho parecia ter triplicado de tamanho. - 'Não faz sentido irmos à pé, estou com o fusca, e agora já tenho carta de motorista'. No momento que pronuncia essas palavras um olhar geral pro fusca na mão da moça, formação de roda, ela estica a mão com o fusquinha em um lugar estratégico (no meio da roda) pra que todos pudessem vê-lo. Clima tenso no ar, alguns pareciam com medo do carrinho, e outros com medo da motorista. Até que uma voz quebra o gelo: - 'Não vai caber todo mundo aí dentro, é muito pequeno'. Uma concordância geral com o comentário, e a moça retruca: - 'Tudo bem, só precisamos passar num posto ou borracharia pra enchermos ele'. Um posto à uns dois quarteirões de distância, todos se encaminham para lá, chegando a moça fala ao atendente: - 'Como faço para aumentar o fusca?', estende a mão com o mini-carrinho mostrando ao atendente. Ele pega o fusquinha, vira e revira, até que acha um biquinho e o mostra pra moça: - 'Aqui óh, é só soprar e encher!'. - 'Ahn, ok, obrigada. Viu gente? É só encher'... Vão todos andando enquanto a moça vai soprando o biquinho. Depois de muito esforço e de já estar quase morrendo sem ar, parou, o fusquinha já tinha, aproximadamente, uns 50cm de comprimento. - 'Acho que já está bom!', diz a moça abrindo a bolsa e pegando a chave do Joaninha (nome que dera ao carrinho), abre a portinha e levanta o banco da frente, todos a olham com receio, ela balança a cabeça e comenta animada: - 'Vamos gente, é só entrar'. Todos entram no fusca, incrivelmente espaçoso por dentro. Pegam a avenida principal e... a moça chega ao quarto, sozinha, está deitada na cama, acabando de acordar.

sábado, 25 de julho de 2009

Florela II

No dia 30 de abril de 2009 eu dei a menina (Ela.. a Florela). Não vendi ou a abandonei nos lixos como muitos fazem. Eu nunca teria essa coragem, mesmo porque ela era preciosa demais pra mim pra que eu cometesse uma atrocidade dessas. Eu que a apanhei nas ruas, estava jogada num jardim qualquer, aonde mesmo tinha nascido. Então a retirei e levei pra casa. Dei-lhe um cantinho pra ficar em um dos meus livros mais preciosos. A acolhi e lhe dei todo o meu amor. Mas chegou um dia. Um dia aparentemente normal, se não fosse pelo mau humor excessivo e minha chateação com ele (que ainda não entendia dos meus amores e desamores). Como eu já disse, 30 de abril de 2009, o dia que sacrifiquei (por um bem maior, que fique bem claro) e ao mesmo tempo libertei minha menina. Tinha-a esquecido dentro da minha bolsa e acabei por levá-la comigo no meu caminhar vazio, então ele apareceu, forte e indiferente como sempre. Eu não sabia o que fazer ou falar, então, quando abri a bolsa e vi Florela, não tive outra saída, era a única coisa que podia fazer ou oferecer, a entreguei nas mãos dele. E com ela, foi junto minha alma. Porque nela estava meu tesouro, minha verdade escondida, eu e ela tínhamos a mesma essência, o mesmo cheiro, o mesmo sopro de vida, o mesmo coração. Percebi então que eu era a menina, e que agora eu já não mais me pertencia. Então ele nos guardou em sua bolsa, um pouco impressionado e surpreso com essa atitude repentina. A dívida estava paga, o preço estava pago, o jogo estava aberto e as pétalas na mesa. E quando ele descobriu nosso segredo (meu e de Florela), nossas vidas não foram as mesmas. Mas isso já são folhas pra outras histórias, que só as borboletas vão saber.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Caminho das Pétalas

Aconteceu no ano de 1873. Como se fosse de uma tela recém pintada, esquecida ao vento num dia de chuva, a rosa branca foi se desconfigurando, pingando no chão sua pétalas em forma de tinta. Estas, por sua vez, caíram azul claro cintilante, quase transparente, fazendo borrões escorridos no cimento frio, que se misturavam ao barro e à enxurrada.

E, por onde passou, deixou um rastro brilhante de beleza e mágoa, um fiapinho de rio cristalizado, intitulado, 15 anos depois, como 'Caminho das Pétalas'. E, até hoje, quem por ali passa pode sentir a essência do perfume da rosa, e uma brisa fria que lhe susurra ao ouvido palavras de amor e solidão.

domingo, 31 de maio de 2009

Cavaleiro andante

E lá vem ele... meu cavaleiro andante.
Com seu escudo num braço e a espada n'outro.
Com seus olhos escuros exalando fogo.
Montado num cavalo negro de crina flamejante.
Bravo feito Dom Quixote lutando contra seus monstros imaginários.

Mas... lá vai ele... meu cavaleiro andante.
Procurar outro moinho.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Um desconhecido

Uma escada,
uma luz que cobria os primeiros degraus,
e uma escuridão que seguia pelos outros.

Um cheiro de curiosidade no ar,
uma tentação maior que a força e que o bom senso,
e uma coragem vinda de não sei onde.

Um longo corredor escuro e abafado,
um pedestal que quase derrubei no caminho,
e um mistério no ar.

Um passo de cada vez,
um vacilo e uma quase desistência,
uma vontade maior que o medo.

Um salão enorme,
um escuro, um vazio, um frio cortante,
e um coração a mil.

Uma liberdade contida,
um outro pedestal, uns objetos em cima,
uma vela e um fósforo.

Um suspiro de adrenalina,
uma luz e...

TRABALHEM AGORA COM O CONTRÁRIO DO QUE ESTAVAM PENSANDO!

Droga. (pensei)
Não deu tempo de ver o que tinha lá!
(pausa pra pensar)


Um passo firme,
uma praça pública
e um rumo definido...

Lá vou eu de novo...