terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Agradecimento.

Dizem que quando a gente encontra a pessoa certa,
entende o porque de não ter dado certo com todas as outras...!

Obrigada, Pai.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

cidade (in)visível.

'Uma cidade santa. Suas muralhas são feitas de pedras preciosas e há doze portas que são doze pérolas. Ela vem descida do céu como noiva adornada para o seu noivo. Não há sol, nem lua pra lhe darem claridade, pois a glória de Deus a ilumina. No centro da cidade há uma praça feita de ouro puro, por onde passa o rio da água da vida, transparente como cristal; no meio da praça há a árvore da vida, que produz doze frutos, um a cada mês do ano, as folhas da árvore são usadas para a cura dos povos. Na cidade, nada entrará de contaminado, nem de abominável ou mentiroso. Não mais haverá maldição.' Vazio é o que sobra quando se perde a fé. A minha cidade existe...!


- partes de texto extraídas de Apocalipse 21.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

inquietações de um dia vazio.


Vazio é um parênteses sem nada dentro.
É o que me sobra se eu perco a fé.
Vazio é o espaço não preenchido, os espaços internos.
O que sobra e o que falta quando você enche a casa de móveis.
Vazio é quando você sente fome, abre a geladeira e percebe
que está na hora de fazer compras.
É quando você não sabe o que dizer, ou simplesmente não tem
palavras pra falar ou explicar algo.
Pode ser um estado de 'sei lá o que me perpassa', de um altismo
poético, ou de devaneios que floreiam os pensamentos como
as brisas no verão, ou nos cataventos da Cidade dos Girassóis.
Vazio é quando você esquece o nome das pessoas, onde estão
as chaves de casa, onde deixou a carteira com os documentos
ou qual é o seu próprio número de celular.
Isso não de se lembrar, vazio.
Vazio é quando você reencontra um velho amigo de infância
e descobre que vocês não tem mais nada em comum.
E fica o vazio dos olhares constragidos sem saber o que dizer.
Vazio é quando você chega sozinho em casa
depois de um dia cheio de pessoas e prepara a mesa de jantar
só pra você.
Vazio é o que eu mais sinto no meio das cidades grandes,
e o que mais se sentia ali.




terça-feira, 9 de agosto de 2011

verde musgo.

aguada de saudades
de sorrisos
e conversas
(passada)
hoje acordei
em poça d'água
a menina dos olhos
se agarra aos cabelos
que é pra não
morrer afogada
em meio às correntezas
do mês de julho
(passado)
sentimentos de sabe-se lá
razões, insônia,
dor de cabeça
hipersensibilidade feminina
talvez?
aflorada.
Chuva seca em terra esverdeada
Lama pura
Verde musgo
Olhos rasos d'água
que teimam não cascatear.
(passagem)
Vontade de ficar
quietinha aqui.


- onde estiverem, permanecem aqui todos os meus amores.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

amor moderno.

Horas e horas na janela
debruçada
e trançada
esperando ele passar
Passa João
Passa Margarida
e do amor não passa nada
nada do amor passar.

Fica ela bem quietinha
vem o sono
puxa uma cantiga
e na janela põe-se a cantar
Passa Carlos
Passa Juliana
e do amor não passa nada
nada do amor passar.

Troca de posição, vira a perna
gira o pescoço
cobre a canela
que o sol já vai se pôr
Passa amigo
Passa parentada
e do amor não passa nada
nadica dele na janela do computador.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Protocolo-Mor (Jogos Teatrais)





E a cabeça é aquele moinho
que vai triturando tudo
que cai dentro
e vão caindo, jogando,
conceitos, chaves, impulsos
emoções, dados,
cartas de tarô.
Vão caindo, não aplicando.
À idéia de aplicar
me vem a imagem daqueles
enfermeiros brucutus
com uma injeção gigante
e um pirulito depois
pra tentar te consolar.
Um mísero pirulito
que ainda faz mal à saúde.
É.
Não gosto de aplicações.
De volta ao moinho,
um rebuliço, tornado de idéias
e sensações, e memórias,
de ventos e porquinhos da índia,
dos amores perdidos
no espaço,
levados pelo vento.
E das sementes de amoras plantadas
em vasinho de barro,
regadas diariamente.
É.
Eu gosto do milagre das sementes.
O desafio da entrega
é pra mim o mesmo do amor.
Da renúncia do orgulho e vaidade,
do estado de risco,
em que você se dá inteiramente
pro outro.
Em que você não pensa no ridículo,
aliás, você não pensa. Embora saiba onde está.
Você ama.
Oferece.
Entrega.
A lição do palhaço,
que mesmo sem saber
estende as mãos e diz:
é isso o que eu tenho
pra oferecer ao mundo.
Mundo,
você pode me amar assim?




segunda-feira, 13 de junho de 2011

um recorte de Alma Funda.


Em Alma Funda há tanta chuva guardada pra jorrar.
Tanta que poderia encher o mundo, o universo.. o solar.
O que foi semente, hoje é folhinha,
pequena assim
tal qual um grão,
a gente planta achando que é rosa
e quando vê só vem botão.

Viva a água de cada dia.
Viva a água.
Viva João.

Em Alma Funda há tanta faísca, tanto carvão pra queimar.
Tanto que poderia ser mil vezes sol, vulcão ativo, potência lunar.
O que foi ferro, hoje é armadura,
firme assim
tal qual diamante,
a gente olha achando que é chapéu
e quando vê é elefante.

Viva o fogo de cada dia.
Viva o fogo.
Viva Rocinante.

Em Alma Funda há tanta água, tanto fogo, terra e céu.
Que as coisas todas se confundem se tornando incomparáveis, favo com abelha e mel.
O que foi - foi, o que hoje - é,
simples/complicado assim
tal qual coração de mulher,
a gente olha achando que é lírio
e quando vê é bem/mal-me-quer.

Viva o dia de cada dia.
Viva o dia.
Viva José.


Viva os pés descalços.

sábado, 4 de junho de 2011

c'est la vie!

O rio continua seu curso. Calmaria pós-tempestade. Ela o segue. Com uma quase felicidade serena. Ansiedade controlada. Aprendendo a descansar no leito das águas. Ela o busca. Ela o espera. Respira. Inspira. Força e fé. Tudo lhe parece um filme, assistido pela milhonésima vez. Um passarinho verde lhe susurra ao ouvido 'agora é diferente'. Mas isso lhe soa igual. Ela ora. Ora no céu. Ora no chão. Eles voam até o mais profundo oceano. E mergulham céu adentro. Ela chora baixinho, dizendo... Cuidem de mim. De nós. De todos. Cuidem dos anjos pra que digam amém.

terça-feira, 31 de maio de 2011

sobre o que se pode fazer quando se tem a faca e o queijo na mão.


1. Cortar o queijo e comê-lo.

2. Cortar o queijo. Trabalhar pra conseguir comprar ovos, leite, óleo, polvilho e sal. Colocar o polvilho em tigela grande. À parte aquecer o leite e óleo. Escaldar o polvilho. Esperar que ele esfrie. Acrescentar os ovos. Enrolar bolinhas e colocá-las na assadeira. Levar em forno médio. Esperar que as bolinhas virem lindos e deliciosos pães-de-queijo. Então, comê-los.




Nham nham...
Em espera.


ps.: ao escolher a segunda opção, você terá de sujar as mãos.

domingo, 29 de maio de 2011

pausa pra respirar e soprar velhinhas, ops, digo, velinhas...



Post especial de feliz aniversário pra minha maninha Lilinha que hoje está na França.. Que Deus te abençõe imensamente, que venham muitas outras primaveras - cada qual mais florida - pra você! Você faz muita falta! Te amo demais!!!