sexta-feira, 25 de maio de 2012

Como uma simples caneca pode guardar tantas lembranças?


Cores, voltas, idas, cartas, guarda-chuvas, malas, balões, visitas, café quente passado na hora, abraço apertado, cobertor no sofá, nariz de palhaço, batata frita, ursinho de pelúcia, camisa florida, rapar a panela da calda de chocolate, banho quente, fulôres, rede na varanda, arco-íris, jogos de queimada na rua, vento no rosto, carona na bicicleta, corrida de cadeira de rodas, compromissos, reuniões chatas, esperas, relógios, agendas, calendários, datas, horas, minutos, segundos, 25 dias... Saudade... Um pouquinho das coisas simples que desabrocham, como o sorriso da pequena, cara de quem fez arte. Vida-arte-vida. Malas-arte-vida. *Não esquecer*. 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Apresentação de Tecido Marinho



Apresentação que fiz de Tecido Marinho estilo 'É tudo improviso' no sarau do Acampalhaço 2012 !

O Acampalhaço é um Congresso Nacional de Humanização que trabalha através da arte do Palhaço e é organizado pela equipe dos Pro-Humanos < clique pra saber mais !  

:o)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Agradecimento.

Dizem que quando a gente encontra a pessoa certa,
entende o porque de não ter dado certo com todas as outras...!

Obrigada, Pai.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

cidade (in)visível.

'Uma cidade santa. Suas muralhas são feitas de pedras preciosas e há doze portas que são doze pérolas. Ela vem descida do céu como noiva adornada para o seu noivo. Não há sol, nem lua pra lhe darem claridade, pois a glória de Deus a ilumina. No centro da cidade há uma praça feita de ouro puro, por onde passa o rio da água da vida, transparente como cristal; no meio da praça há a árvore da vida, que produz doze frutos, um a cada mês do ano, as folhas da árvore são usadas para a cura dos povos. Na cidade, nada entrará de contaminado, nem de abominável ou mentiroso. Não mais haverá maldição.' Vazio é o que sobra quando se perde a fé. A minha cidade existe...!


- partes de texto extraídas de Apocalipse 21.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

inquietações de um dia vazio.


Vazio é um parênteses sem nada dentro.
É o que me sobra se eu perco a fé.
Vazio é o espaço não preenchido, os espaços internos.
O que sobra e o que falta quando você enche a casa de móveis.
Vazio é quando você sente fome, abre a geladeira e percebe
que está na hora de fazer compras.
É quando você não sabe o que dizer, ou simplesmente não tem
palavras pra falar ou explicar algo.
Pode ser um estado de 'sei lá o que me perpassa', de um altismo
poético, ou de devaneios que floreiam os pensamentos como
as brisas no verão, ou nos cataventos da Cidade dos Girassóis.
Vazio é quando você esquece o nome das pessoas, onde estão
as chaves de casa, onde deixou a carteira com os documentos
ou qual é o seu próprio número de celular.
Isso não de se lembrar, vazio.
Vazio é quando você reencontra um velho amigo de infância
e descobre que vocês não tem mais nada em comum.
E fica o vazio dos olhares constragidos sem saber o que dizer.
Vazio é quando você chega sozinho em casa
depois de um dia cheio de pessoas e prepara a mesa de jantar
só pra você.
Vazio é o que eu mais sinto no meio das cidades grandes,
e o que mais se sentia ali.




terça-feira, 9 de agosto de 2011

verde musgo.

aguada de saudades
de sorrisos
e conversas
(passada)
hoje acordei
em poça d'água
a menina dos olhos
se agarra aos cabelos
que é pra não
morrer afogada
em meio às correntezas
do mês de julho
(passado)
sentimentos de sabe-se lá
razões, insônia,
dor de cabeça
hipersensibilidade feminina
talvez?
aflorada.
Chuva seca em terra esverdeada
Lama pura
Verde musgo
Olhos rasos d'água
que teimam não cascatear.
(passagem)
Vontade de ficar
quietinha aqui.


- onde estiverem, permanecem aqui todos os meus amores.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

amor moderno.

Horas e horas na janela
debruçada
e trançada
esperando ele passar
Passa João
Passa Margarida
e do amor não passa nada
nada do amor passar.

Fica ela bem quietinha
vem o sono
puxa uma cantiga
e na janela põe-se a cantar
Passa Carlos
Passa Juliana
e do amor não passa nada
nada do amor passar.

Troca de posição, vira a perna
gira o pescoço
cobre a canela
que o sol já vai se pôr
Passa amigo
Passa parentada
e do amor não passa nada
nadica dele na janela do computador.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Protocolo-Mor (Jogos Teatrais)





E a cabeça é aquele moinho
que vai triturando tudo
que cai dentro
e vão caindo, jogando,
conceitos, chaves, impulsos
emoções, dados,
cartas de tarô.
Vão caindo, não aplicando.
À idéia de aplicar
me vem a imagem daqueles
enfermeiros brucutus
com uma injeção gigante
e um pirulito depois
pra tentar te consolar.
Um mísero pirulito
que ainda faz mal à saúde.
É.
Não gosto de aplicações.
De volta ao moinho,
um rebuliço, tornado de idéias
e sensações, e memórias,
de ventos e porquinhos da índia,
dos amores perdidos
no espaço,
levados pelo vento.
E das sementes de amoras plantadas
em vasinho de barro,
regadas diariamente.
É.
Eu gosto do milagre das sementes.
O desafio da entrega
é pra mim o mesmo do amor.
Da renúncia do orgulho e vaidade,
do estado de risco,
em que você se dá inteiramente
pro outro.
Em que você não pensa no ridículo,
aliás, você não pensa. Embora saiba onde está.
Você ama.
Oferece.
Entrega.
A lição do palhaço,
que mesmo sem saber
estende as mãos e diz:
é isso o que eu tenho
pra oferecer ao mundo.
Mundo,
você pode me amar assim?




segunda-feira, 13 de junho de 2011

um recorte de Alma Funda.


Em Alma Funda há tanta chuva guardada pra jorrar.
Tanta que poderia encher o mundo, o universo.. o solar.
O que foi semente, hoje é folhinha,
pequena assim
tal qual um grão,
a gente planta achando que é rosa
e quando vê só vem botão.

Viva a água de cada dia.
Viva a água.
Viva João.

Em Alma Funda há tanta faísca, tanto carvão pra queimar.
Tanto que poderia ser mil vezes sol, vulcão ativo, potência lunar.
O que foi ferro, hoje é armadura,
firme assim
tal qual diamante,
a gente olha achando que é chapéu
e quando vê é elefante.

Viva o fogo de cada dia.
Viva o fogo.
Viva Rocinante.

Em Alma Funda há tanta água, tanto fogo, terra e céu.
Que as coisas todas se confundem se tornando incomparáveis, favo com abelha e mel.
O que foi - foi, o que hoje - é,
simples/complicado assim
tal qual coração de mulher,
a gente olha achando que é lírio
e quando vê é bem/mal-me-quer.

Viva o dia de cada dia.
Viva o dia.
Viva José.


Viva os pés descalços.

sábado, 4 de junho de 2011

c'est la vie!

O rio continua seu curso. Calmaria pós-tempestade. Ela o segue. Com uma quase felicidade serena. Ansiedade controlada. Aprendendo a descansar no leito das águas. Ela o busca. Ela o espera. Respira. Inspira. Força e fé. Tudo lhe parece um filme, assistido pela milhonésima vez. Um passarinho verde lhe susurra ao ouvido 'agora é diferente'. Mas isso lhe soa igual. Ela ora. Ora no céu. Ora no chão. Eles voam até o mais profundo oceano. E mergulham céu adentro. Ela chora baixinho, dizendo... Cuidem de mim. De nós. De todos. Cuidem dos anjos pra que digam amém.